O IRRESISTÍVEL
Às vezes é melhor nem pensar quando uma coisa não sai bem.
...Mas cadê que consigo tamanha estupidez?
Então resta-me pensar.
Para eu não ficar sozinha pensemos juntos, por favor:
Primeiro,
o baque da eleição torta para presidência da câmara (votos secretamente vendidos)
Depois,
o racha no PT com uma candidatura oficial e outra avulsa (ou vice versa).
Enfim,
o PT perdeu a câmara e o país perdeu o juízo.
"Sévérinô gânhô!!!!
UPA UPA BANGALÔ!...
ishi Maria, i agora?!
- Nós mônta nu jegue i chóra!
...snif snif snif... "
(Hoje não vim fazer versinho, mas esse até que veio a calhar)
Bem, (digo mal) Ele ganhou e nessa hora idiota (pensei pensei pensei), lembrei-me da Poliana e disse a mim mesma: Faz mal não, tem que ter algo de bom nessa cagada!!!
Então (pensei novamente) tentei esquecer a coitadinha da Poliana-boba-alegre (dona de uma teoria que só não foi por água baixo porque sua ignorância infantil não testou brincar de contente com politicalhas) e finalmente comecei a racionalizar essa situação escabrosa...
"Vamos ponderar calene! (pensei cá com meus botões): ...Aquela figura tacanha (Severino) vai trazer os holofotes da mídia para a tão desfocada política brasileira... EUREKA!!!! Meu Deus?! é isso, descobri!!!! será impossível não haver comoção total da população frente a tantos desvarios SEVERIANOS... isso isso isso!!! é agora que o povo entra na politica de vez!!!! uhú uhú uhú...."
...Mas nesse momento de exaltação (voltei a pensar), lembrei-me de um provérbio chinês que diz: "Espere o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier."
(Chinês? pera ái... agora apelei no meu pensar, né?, fui meter logo a China -COMUNISTA- nessa DEMOcracia). Pensei fundo nessa frase, parei de festejar minha EUREKA e fiquei comedida no meu otimismo poliânico... e quando meu intusiasmo começou a esvair-se... UFAAAA!!!!! vem a notícia: "Sevinho" (serve pra nada) não conseguiu aprovar o aumento de sua classe (1º classe)!. (Ahá!!! Não falei!!?? sou um pouco vidente!). Formaram-se imensas correntes de e-mails, o povo encharcou a câmara de protestos e vetou esse ralo.
Isso mesmo! dalí meu povo tupiniquim!. Minha gente participando da política!!!! Fiquei tão orgulhosa!! fiquei verde e amarela de emoção!!! alguém me belisque!!!! Isso só pode ser um sonho... Tô feliz!
...mas (caramba, outro 'mas'?! ah não!) eis que nessa ebulição digna de Policarpo surge o provérbio do tal chinesinho pessimista e: tcharam! o Severino (dono de um baita beliscão!, brasileiríssimo e genuinamente povão) vem com o famoso jeitinho brasileiro aumentando a verba dos gabinetes!!
Não gente... "arrego", por favor!!!! não dá mais pra pensar.. já virou tortura... São muitas emoções, muitos altos e baixos.. Brochei de política pra sempre, ai ai... logo agora que o povo estava indignado? podia rolar até cara pintada? Agora? logo agora? justo na hora em que o povo ia começar a falar, ele vem e toma uma atitude que não há quem o vete... é ele quem vota e a gente (engolindo esse sapo) arrota mais uma indigestão de politicalha. (não sei porque ainda acompanho política?)
Vamos combinar:
Severino é o terceiro homem na escala de substituição presidencial...
imaginem ISSO (Severino) depois de catástrofes sucessivas no poder??
já imaginaram?...
Na minha imagem veio a figura de outro cavalcante, do Tom Cavalcante, gritando na zorra total: Portêêêêrooooo!!!
É isso que o Brasil será: UMA ZORRA TOTAL, com um Severino autêntico de porteiro (o nome não nega a profissão).
Não tenho nada contra nomes (o meu também não é lá essas coisas), mas alguém sabe o nome da mulher do Severino?
Eu sei e digo pros felizardos companheiros de pensamento: AMÉLIA!!!!!!
Ai Que Saudades Da Amélia!!!!!!!!!!! só ela pra aguentar essa figura e só a gente pra segurar tanta amargura... ao ler estampado na camisa de seus correligionários
"Severino Cavalcante é presidente da Câmara, quem não agüentar que exploda"...
...blow! blow! blow! blow! blow! blow! blow! blow!...
*Vamos aproveitar nosso momento pensativo pra pensar um pouco mais!! que tal??
Política
Politicalha
A política afirma o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia; cria, apura, eleva o merecimento.
Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvidas de que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor da expressão que os seus consoantes. Quem lhe dará o batismo adequado? Politiquice? Politiquismo? Politicaria? Politicalha? Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.
Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.
A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas enexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.
Barbosa, Rui