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Não Tenho Uma Certa Religião Prefiro Ter Uma Conduta Certa. Respeito O Livre Arbítrio, Mas Exijo Explicações. Graduada Em Administração De Uma Forma Bem Desorganizada. Ainda Não Descobri O Que Eu Faria Por Dinheiro. Detesto Modismos. Odeio Que Concordem Comigo, Prefiro Imensamente Que tentem compreender. Dou Meu Melhor às Pessoas, Mesmo Sabendo Que Não Receberei À Altura. Admiro A Vida Nas Coisas. Tenho Certeza De Que Cinco Sentidos É Pouco. Publico Muito Meus Planos. Me Sinto Bem No Inusual. Sou Um Dos Extremos; Sou Mais Ou Sou Menos: Nunca Serei Mais Ou Menos Sou Vítima Bandida; Ativa Passiva; Receosa Decidida; Exposta Escondida; Alegre Depressiva; Espinho E Rosa; Verso E Prosa; Grande Pequena; Branca Morena; Nem Uma Nem Outra; Nem Sóbrea Nem Louca... Sou Assim A União Dos Paradoxos, Sou Os Extremos Que Se Tocam, Tenho A Mão Esquerda Para Ser Imutável, E A Direita Em Eterna Insconstância. Tenho Linhas Manuais Que Desordenam Meu Mapa... Me Tornam Canceriana, No Mais Alto Grau De Dificuldade.. Sou tipicamente a legítima e aparentemente atípica... Sim, sofro Desse Câncer E Ainda Morrerei Disso, Pois Contra Minha Própria Vontade Dou Demasiada Atenção A Tudo Que Falam De Mim, Continuo Insistindo Em Sentir Cada Palavra, Às Vezes Gosto Do Que Dizem, Principalmente Quando Inclui Notícia Boa. Porque Da Vida Gosto Mesmo É De Tudo Que É Bom, Inclusive Bom Gosto, Bons Modos, Bom Senso E Principalmente Bom Humor.. Procuro Sorrir Bastante... Sou Do Rio De Janeiro E 26 Vezes Feliz... Sou Alegre Até Quando Estou Triste, Acredito Que Na Vida, O Que Salva Muitas Vezes É O Humor E Não O Amor...
Mistérionunca segredo...
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Julho 30, 2005
Anseio de peito aberto que sempre haja margaridas e girassóis se amando em de-lírios...
Oxigênio e coração Falta e fala na mesma e única língua Respiração e transpiração Explicação atirada pelos braços sobre a nuca dizendo que é no beijo que se aprende tudo o quanto não se prende Por isso solta-se poemas no colo amante deita-se o cansaço na pele do amor precioso diamante que reluz a sombra dos rostos próximos iluminando o perder de vista aqueles prévios conceitos de tudo que ainda insiste em ser o certo Esquecido na tentativa de encontrar-se E banido a percorrer os campos com a liberdade da proximidade desejada dá-se voltas que retorna do distante aquela palidez do desmaio de ter a face beijada sentir outra vez a tez embriagada que continua zonza e tonta selando essa correspondência destinada à perdição da consciência Perda da ausência Encontro de sentir o que é não ter a noção ao manter no corpo o cursor das mãos que alcançam os gemidos o calor transferido na saliva que molha o acordar dessa síncope anunciando uma nova visão uma nova atuação a celebração de ver tudo virar novidade O mundo encenar a nova realidade de ser coadjuvante nesse piscar de desejo No primeiro ato ser o primeiro beijo Partido da vida coração onde perdeu-se o foco completo Sob o olhar perplexo de brilho reflexo Novo amor simplesmente complexo Novamente palavras repetidas Mesma prece escondida Os dois tornando-se conjunto con-junto e con-junção Justamente a comunhão não vazia nem solitária visível não unitária pessoal e solidária Juntando a unidade revelando a cumplicidade Através do mecanismo do desejo errante usado na matemática dos amantes dita esclarecidamente depois revelando que relação antes de tudo é dois Encontrados num beijo que sutilmente denuncia almas evidentemente tangenciadas pelo encontro dos cílios que gritam o silêncio da visão Anunciando a miragem que abafa o som dos sinos ouvidos sempre que há beijos trocados no canto dos cantos tocados com dedos trêmulos a musica o delírio a epiderme a percussão alcançada ao percorrer o contorno a borda o continente a superfície de cristal de cada boca duplicada que são taças afinadas sonorizando no espaço com água o esbarrão o toque nas mãos O roçar o leve encostar O breve encrostar de lábios róseos e dentes brancos |